O que fazemos
Belo Horizonte/MG
Salvador/BA
Juazeiro/BA
Sto Amaro-São Paulo/SP
Centro Vocacional Oblata
Acompanhamento Vocacional
Depoimentos
Divulgação
Países
Sobre Padre Serra
Abertura do Bicentenário
No Brasil
Artigos
Pesquisas
VII Encontro -2009
VIII Encontro - 2010
IX Encontro - 2011
Tráfico de Pesssoas
Encontro da Rede
Unidades Oblatas
Capítulo Provincial
Seminário
Comunicação
Encontro da Rede Oblata
Projetos Mundo
Projetos Brasil
Diga NÃO à violência contra Mulher
Capacitação
Outros
Comunidades
Comemorações
Cirandas Parceiras
Projetos Oblatas
Compartilhai
Jornal da Rede Pastoral Oblata
Pastoral da Mulher de Belo Horizonte - MG
Pastoral da Mulher de Juazeiro - BA
Economia Solidária
Tráfico de Seres Humanos
Prostituição
Violência Contra a Mulher
Jornal da Rede
Comunidade
Celebrações
Cursos
Oficinas
Sensibilização
Igreja do Brasil
Cidadania
Direitos Humanos
Gênero
Projetos Pastorais
Cultura
Igualdade

sexta-feira, 27 de março de 2015

Força Feminina tem formação sobre a descriminalização do aborto

A formação foi mediada por Drª Greice Menezes.

Na manhã do dia 23 de março, a Unidade Força Feminina participou de uma formação sobre a descriminalização do aborto: uma questão de Saúde Pública e de Direitos Humanos. Este tema é de suma importância e contou com a participação da Doutora Greice Menezes – Médica Sanitarista, do MUSA (Programa de Estudos e Pesquisas de Gênero...), do ISC - Instituto de Saúde Coletiva, Coordenadora da GravSus–NE e UFBA - Universidade Federal da Bahia, e tem extensa trajetória de estudos e pesquisas nessa área.

De acordo com a Drª Greice Menezes, a questão do aborto está posta em pauta e precisa ser discutida, pois é uma das maiores causas da morte de mulheres, sobretudo entre as negras, pobres e jovens, chegando a triste realidade de a cada três mulheres, uma morrer por aborto. Segundo as pesquisas realizadas, afirma Drª Greice, “é a terceira causa de morte materna no Brasil, e em Salvador é a primeira”, apresentando índices alarmantes quando comparado com a taxa aceitável da OMS – Organização Mundial de Saúde - que equivale ao óbito de 10 por 100 mil nascidos vivos.

Um recente estudo realizado pelo MUSA em algumas cidades do Nordeste, a exemplo de Salvador, Recife e São Luiz, apresentou índices de óbito de mulheres após realização de abortos que preocupam, principalmente por considerar que a maioria dos mesmos são realizados de forma clandestina, sem os devidos cuidados médicos que ocasionam em complicações como infecções generalizadas.

Os estudos buscaram aprofundamento da análise da escolaridade como condicionante que impulsiona na realização de abortos, mostrando a forte ligação entre a prática e o acesso a educação. Três grupos serviram como base de análise, relacionando a relação mãe x filha. Quando mães e filhas tinham escolarização até o fundamental incompleto os dados de gravidez indesejada e aborto foram maiores, chegando a 60%, contrário aos índices onde mães e filhas possuem nível superior. Tomar como partida esse eixo de análise, permite desconstruir conceitos que descaracterizam o fator social da realização de abortos no país.

As pesquisas ainda apontam que em países onde a legislação permite a realização de abortos em algumas condições, o número reduziu. Claro que nesses países há um avanço maior na educação, já que, com o aumento da escolaridade, decresce a realização de abortos.

Muito mais do que discutir se somos contra ou a favor do aborto, é imprescindível avaliar a heterogeneidade das situações como desigualdades de classe, raça, geração e gênero. Os legisladores e profissionais da área de saúde precisam discutir mais o tema e encarar o aborto como um grave problema de Saúde Pública, com intrínseca relação em acesso à educação, lazer e cultura.

A precariedade das condições sociais que grande parte da população brasileira vive, deve ser um ponto de partida para proposições de políticas públicas na área da saúde e da educação como mote incentivador no enfrentamento desse problema que matam muitas mulheres e que apresentam outras questões, como: qualidade de atendimento nos serviços públicos do país.

Drª Greice concluiu a apresentação colocando-se à disposição para outros momentos formativos e nos animou, como “profissionais que adotam posturas éticas em nosso trabalho com as mulheres, a manter o debate aberto”.


Fonte: Unidade Força Feminina

Voltar 


agosto 2018
 DSTQQSS
S   1234
S567891011
S12131415161718
S19202122232425
S262728293031 









 

Busca:
 

Na sua opinião, por que as mulheres estão curtindo sexo anal?

 
 

 


Home . Apresentação . Histórico . Mística . Missão . Cadastre-se . Localização . Links . Trabalhe Conosco . Contato
Copyright 2006 – Instituto das Irmãs Oblatas do SSmo Redentor - Todos os Direitos Reservados
fale conosco: info@oblatas.org.br Tel: 11 2673-9069